quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

É a altura do ano,
Em que os corações
Se encontram mais brilhantes.
Do céu temos tendência a aproximar,
E o inferno afastar.

Os presentes, são meros objectos
As pessoas que se perdem,
As pessoas que ficam
São o maior valor, o símbolo do amor.

É uma quadra complicada.
Alegrias para muitos e tristeza para outros.
Pelos mais variados motivos,
Pela vida ser diferente em cada um de nos.
Para uns o sol brilha radiante,
Para outros apenas os trovões dão luz.
Em muitos casos,
Poderiam afastar estas nuvens,
E o sol voltar a brilhar.
Mas o mundo é enorme,
E existira sempre alguém,
Que acaba por sofrer,
E que o mundo não consegue vencer.

Mas vamos acreditar que o mundo,
Pode mudar, é o sol voltar a brilhar.


A todos os leitores deste blog.
Desejo um SANTO E FELIZ NATAL!!

Diogo Neves

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

De que me vale uma paixão?
Se é sofrimento e desilusão.
Tento percorrer o prado,
Colher as flores
Ouvir o fado.

Tento sorrir, vibrar e saltar
É o que se faz para encarar.

Vou deitar-me a olhar
Os pássaros a cantar.
As nuvens a passarem.
A água a correr
A vida desaparecer.

A corrente vai aumentando
O tempo vai acabar.
Cada hora que passa
Mais uma desgraça.
Cada hora que vai
Uma flor a mais que cai.

Diogo Neves

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Estava contando as mágoas ao mar,
Quando as ondas se baixaram perante mim.
Tinha ocorrido uma acalmia
(e de boca aberto não percebia).

Foi uma mudança repentina
De metros, para meros centímetros.
Onde se encontrava a serenidade?
Já que ali já me tinha refugiado
E as ondas batiam sempre da mesma forma.
Onde pareciam repetir-se sucessivamente.

Mas o que senti naquele dia
Nunca o tinha sentido.
Pareciam responder as mágoas,
Que lhes contei em tom de segredo.
Tinha feito algo que não devia
E as ondas alteraram-se e sossegaram.
Era o que eu tinha a fazer,
Sossegar a minha vida,
Deixar-me, de atribulações
Para que não continuasse,
Num sentimento inconstante.

Precisava de viver a vida
Não de ver a vida a viver por mim.


Diogo Neves

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O que é pureza?
Existe duvida existe incerteza
Lembrando-me apenas
Da simples natureza.

O céu é o culminar
Aquela brisa aquele luar.
O ser humano não sabe aproveitar,
O que a natureza lhe pode dar.

Falta-lhe pureza,
Falta-lhe firmeza
Quanto a isso tenho a certeza.

O homem não é puro
As vezes é duro.
É um ser pensador
Mas nunca o faz por amor.

Por vezes é grosseiro
Tudo menos verdadeiro.

Diogo Neves

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O silêncio duma noite
A luminosidade dum dia
Um calor de verão
Uma brisa de maresia

É tudo insuficiente
É tudo tão invulgar
Como caminhar
Sobre a água do mar

Não é compreensível
Não é evidente
Uma vida sem gente
Um sentimento inocente

Não aparece uma luz
Só Cristo pregado na cruz
E o diabo com o seu calor
Mata sem amor


Diogo Neves

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

As rosas nascem
As rosas crescem
Amadurecem
E desaparecem
E preciso ter cuidado
E preciso ter atenção
Aos sinais,
Recebidos pelo coração
Antes que a rosa desaparece
E com a terra apodreça
E o coração sozinho
Não saiba o seu destino
Não e fácil cuidar
Os seus espinhos
São os nossos caminhos
Alguns, portas mal abertas
Dificuldades certas
Apenas um é a felicidade
Eterna, não posso crer
Mas ira valer
A pena viver

Diogo Neves

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Imaturidade
Ou pura ingenuidade?
Será abstracção
Aos reflexos do coração?

Será possível ser imaturo
Neste mundo tão duro?
Questões se levantam
Respostas que não se encontram
Existe relatividade
Na definição de imaturidade

Podemos procurar
Podemos percorrer
Mas nunca o vamos saber
Podemos ser
O que queremos mostrar
Mas nunca ninguém vai saber
Se é verdadeiro o nosso ser

Podemos andar
Sem nunca nos revelar
Podemos fingir
O que estamos a sentir

Podemos esconder lágrimas
Esboçar sorrisos
Aparentemente sentidos

E tudo isto será imaturidade?
Ou a dor de encarar a realidade?

Diogo Neves

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Natureza

Uma floresta
Cheia mas deserta
Uma brisa
Pobre indecisa

O vento abana
As folhas que crescem
A tempestade leva
Aquelas que amadurecem

O homem destrói
O que a natureza constrói
Não aproveita
Pobre desfeita

Fica chorando
Entre a sua beleza
Não existe nada
Que cause maior tristeza

Não pode ser assim
Olhai para mim
Que fiz eu?
Para me tratarem assim?

Sou o vosso pulmão
Quem vos leva
Ar ate ao coração
Apenas peço
Um pouco de compaixão
E que não, atirem lixo para o chão.

É difícil? Demasiado complicado?
Pobre ser indignado

Diogo Neves

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Corro pelas encostas da montanha

Corro pelas encostas da montanha
Pelas planícies do deserto
Vendo em qual delas
O vale esta mais perto
Em qual delas o sentimento,
Não mudou
A alegria ficou
E o mundo não acabou
Encontro-me a meio
Perco-me á distância
Tenho receio
Não tenho abundância
Não encontro aquele caminho
Que percorro sozinho
Não encontro aquele dia
Que me deu alegria
Não encontro aquela data
Que já tardara em aparecer
Mas ira acontecer

Diogo Neves

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Acordo cansado

Acordo cansado
Deito-me desgraçado
Mais um dia passou
Nada mudou
Outro vai passar
Igual vai continuar
Pode passar o que passar
Acontecer o que acontecer
Viver o que viver
Que nada vai voltar a ser
A alegria é diferente
O coração já não sente
O pensamento é
Um presente ausente
Ausências permanentes
Dores incandescentes
Sentimentos frustrantes
Dias desesperantes
Horas enlouquecidas
Corando feridas
Fecham-se por momentos
Abrem-se por tormentos
Criam confusão
Uma dor no coração.

Diogo Neves

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Uma música

Uma música ouvi
Lembrei-me de ti
Parei, pensei
E em nada mais reparei

Os sentimentos voltaram
As angústias falaram
E muito tentei
Mas não se calaram

O meu mundo parou
O meu coração
Com tanta dor abafou
parou de bater
Pensei que ia morrer
Não podia crer
Voltava a sofrer

Tinha muito para viver
Mas não te podia ver
Tinha muito para contar
Mas não podia falar

Estavas tão longe
E ao mesmo tempo tão perto
O meu coração para ti esta aberto
Viste-me cair
Aninhaste para me subir
Viste-me saltar
Seguraste-me para não me magoar

Diogo Neves

Foste tu

Foste quem me trouxe
Foste quem me transportou
Mas desde então
Tanta coisa mudou

Não te consegui acompanhar
Quando mais estavas a precisar
O medo era muito
E a dor do encarar

Não tinha força
Não tinha pulmão
E contínuo assim
Numa vida de solidão

precisei,preciso
E precisarei de ti
Estou a enlouquecer
Aí não te poder ver

Preciso de correr
Para um vale sem fundo
Onde tudo que encontre
Não seja deste mundo

Vejo tudo a passar
O tempo a voar
E eu parei
Não o consigo acompanhar

Os olhos quero fechar
Mas alguém me bem acordar
Os perigos enfrentar
Mas a força não vai durar
Preciso de sonhar
Para te encontrar

Esteja eu onde estiver
Faça eu o que fizer
Tu estarás a olhar por mim
Eu sei que sim
Tu és mesmo assim

Agradeço-vos
Até já.

Diogo Neves

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O barco

O barco navega pelas ondas do mar
Onde ira ele parar?
Saiu sem destino
Pobre sozinho

Terá encontrado o caminho?
Terá chegado intacto
Entre ondas e impacto

Andou livre
Num mar ilimitado
Para trás deixou
Todo o seu passado

Não podia estar mais parado
Tinha que ir para o mar
Sem saber se iria regressar
Mas tinha de arriscar

o mar não o engoliu
O barco chegou i partiu
Andou veloz
Era tudo dele
Sentia o poder
Mas não podia crer

Foi simples
Foi divino
Adorei o seu destino
Consegui-o
Superou
Não mais parou
E o mundo conquistou
Tinha que ser
Com tanto poder

diogo Neves

O pescador

O pescador pesca
O pouco que lhe resta
Precisa de peixe
Não que o deixe

Precisa de nadar
Mas sem se afogar
Precisava de escolher
Mas não consegue esquecer

Tinha muito para aprender
Muito para sofrer
Muita para procurar
E peixe para encontrar

Mas o peixe desapareceu
O pescador morreu
O barco naufragou
A vida acabou

Diogo Neves

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O dia chegou

O dia chegou
Não sabia que fazer
O coração parou
Tinha que me esconder

Não queria ver
Não queria ser visto
Parecia não acabar
E eu já tava a desesperar

Precisava daquele beijo
Daquele abraço
Daquela palavra
Que me dizias em teu regaço

Não tive nada
Não aguentei
Senti a tua falta
E chorei

O dia não era o melhor
As condições eram péssimas
Não podia ser doutra forma

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Mais uma vez

Mais uma vez tento escrever
correr este mundo sem pensar
as feridas tento acalmar
e a mágoa eliminar

mas nem tudo se esquece
quando aquilo que queremos desaparece
mas é assim a vida
as vezes acontece

existe ainda muito por dizer
muito ficou por contar
aí! Dava tanto para te tornar a ter
mas isso é impossível acontecer

até lá há que escrever
eu sei que não podes ler
mas nada mais posso fazer

ainda não percebi o porquê
não entendo as razões
tinha que calhar a mim
entre todos estes milhões?

Queria tanto ser sonhador
viver num mundo de fervor
imaginar-te aqui
já que é tão difícil viver sem ti...

domingo, 7 de outubro de 2007

Para ti


Uma menina conheci
E com ela aprendi
Tanto que nem sei explicar
Apenas posso admirar

Parecia um anjo
Caído para me ajudar
Enfrentei o que não cria
Senti o que não sentia

Com ela chorei
Com ela desabafei
Por vezes ate me chateie
Mas sempre a admirei

Foram poucas
As vezes que te vi
Mas inúmeras
As que senti

A distância não ajudou
Mas amizade perdurou

O tempo correu
A vida não parou
Muito aconteceu
E o sentimento ficou

Sem o teu apoio
Não sei se conseguia
Fizeram-me tão bem
As nossas conversas
De noite e de dia

Já não preciso te dizer,
O que sinto
Já não preciso,
De te contar
Pois já e muito tempo
E sempre,
A te amar


P.S:
“Por vezes uma imagem vale mais que mil palavras”, mas o desembrulhar dum sentimento tem outro enquanto tem outra magia…
Para ti <3

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Um dia tudo vai acabar

Um dia tudo vai acabar
Mas quando ira ser?
Impossível saber
Preciso esperar

Esperar é morrer
Mas lá vai ter que ser
Preciso de saber
O tempo que vou viver

De saber
O que da vida vou fazer
De cantar
Para me alegrar
De sorrir
Para me divertir

Preciso dum sinal
Mas que não me faça mal
Preciso dum sentido
Algo divertido

Procurar Procurar
Ate encontrar
Percorrer percorrer
Ate aparecer

Diogo Neves

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Enfim

Procuro respostas
Faço perguntas
Não chego a conclusões
Apenas frustrações

Continuo a procurar
Sem nada encontrar

Por vezes observamos situações
Criamos ilusões
Mas a vida roda
Tudo cai
Fica a magoa
Fica a dor
Como era preferível o amor

Mas é assim
As asas não duram para sempre!
Um dia voamos alto
No outro já não somos gente
O voo acabou
O aeroporto encerrou
E sem saída
O pássaro despenhou

Atingiu-se o fundo!
Não á forças para continuar
E nessa altura perguntamo-nos
Como é que isto vai acabar?

Todos sabemos qual o nosso fim
Mas apesar se tudo
Continuamo-nos a sentir assim
Enfim.

Diogo Neves

Lembra-te de mim

Lembra-te de mim
De que modo não interessa
O que interessa e que no fim
Digas assim
Eu nunca te esqueci,
Não te consigo esquecer
Este sentimento
Comigo ira morrer

Não sei o que estou para aqui a escrever
Mas para alguma coisa ira valer
Mais que não seja para os reler
Quando o meu coração estiver a sofrer

Eu sei que podem parecer
Apenas palavras que rimam
Mas isso não me importa
Pois são sentimentos que predominam
Podia dizer, chega de escrever
Mas não consigo
Se isso acontecer
O mais provável era morrer

Preciso destas palavras
Destes significados
Muitas vezes aldrabados
Mas por mim adorados

Tenho que escrever
Para me tentar esquecer…

Diogo Neves

chuva


Um dia de chuva
O céu nublado
Já parece o meu coração
Quando não esta a teu lado

Gostava de te dizer
Que não te consigo esquecer

O tempo passa,
As oportunidades diminuem
As palavras não flúem
Os olhares continuam
Aumenta o pensamento
Mas, eu continuo desatento

Dou voltas a pensar
Qual seria a melhor forma de te contar
Para que possa ser o coração a afirmar

Preciso de te sentir
De te ver sorrir
E não te deixar partir

Não te poder ver
Faz-me sofrer
Não te tocar
Faz-me lamentar
Mas tudo que sinto
Faz-me lutar

Diogo Neves

amor sem retorno

Um dia acordei tinha-te aqui
Adormeci, e apercebi-me que te perdi
Sinto dor, senti ardor
A vida parou
GRITEI!
Volta por favor
De nada valeu
Pois não voltas-te
Deus tirou-me
Para que só mais tarde te reencontra-se
Não sabia se chorar,
Não sabia se rir
Pois sei que para ti, o melhor foi partir
Ai que sentimento tão esquisito
TOU FARTO!
Vou acabar com isto
Tentei
Não consegui
Porque?
Lembrei-me de ti
Ai tantas saudades!
Tanto sofrer, tanto chorar
Tinha que passar por isto?
Se tinha,
Peço DESCULPA
DESISTO!


Diogo Neves

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Ingenuidade


Mais um dia passado
Mais um dia frustrado
Sem nada para contar
Com muitas lágrimas para chorar

Cada dia que passa se torna mais intensa
A dor muito maior que a indiferença

Tenho que viver?
Não á nada que possa fazer
Viver num mundo repleto de falsidade
Onde nada do que existe é verdade
E assim a dor da continuidade

Essa palavra que devia ser absolvida
Por mim já estava esquecida

Temos aqueles que dizemos amar
Mas quando nos apercebemos
Tudo acaba por passar
Tudo se esquece
E depois disso nada mais aparece

Apenas as palavras nos libertam
Apenas as palavras expressam
Aquilo que ninguém quer ouvir
Pois existem demasiadas coisas para se distrair
E assim a presença
Onde reina a indiferença
E triste mas é a realidade
Seria melhor viver nos sonhos
Onde tudo é fantasia
E transborda alegria
Mas seria ingenuidade

Diogo Neves


Adolescência


Fazemos loucuras
Tentamos fazer amizades
Mas e difícil
Num mundo de falsidades

Procuramos apoios
Procuramos compreensão
Mas são raras as palavras,
Vindas do coração

Esta é uma idade de afirmação
O que iremos ser mais tarde
Depende da nossa opção

Mas será necessário?
Atropelar sentimentos
Ferir por dentro
Só para mostrar coisas
Para os outros poderem admirar
Não seria mais fácil apoiar
Quando estes precisam de chorar

Sorrir em grupo é fácil,
Ate aparecer para passear
Mas nunca quando é para chorar
Torna-se cansativo ouvir alguém a se lamentar
Perder tempo precioso de divertimento
Para ouvir alguém num momento

Por vezes um olá bastaria
Fosse ele dito de noite ou de dia
Mas é assim a adolescência
Apesar da muita convivência
Sentimo-nos sós
Um mundo cheio,
Mas muitos corações vazios


Diogo Neves