sábado, 12 de abril de 2008

Se o amor chega…
Se a chama teima em arder…
E o sentimento se torna inexplicável
Se aquele cheiro não parte
Nem com um grito se liberta…
Então para, não penses e aproveita
Vive as horas se poderes…
Aproveita os minutos que quiseres…
Não deixes a chama apagar,
Nem que o vento trate de empurrar,
Ou então, coloca a mãos sobre
Para que não se apague,
E deixa o vento, te levar para o finito sem fim,
Onde sorris para mim,
Como se dum sonho se tratasse
Entraste na vida que abraçaste
O céu alcançaste…
As estrelas o luar
Com a tua força de acreditar…
DiogoNeves

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A felicidade encontra-se,
Onde o ser a quer encontrar
Constrói-se, modela-se
E deixa-se acreditar
Esta naquilo a que damos valor
Nem que seja uma flor
Pertence aquilo que aprendemos
Como ser que crescemos
Mas será que desaparece?
Ou o pensador enlouquece
Com o tempo, o sofrimento,
A luz deixa de brilhar,
O ser de acreditar.
Mas não esta ausente,
Ai ser inocente…
Deixa de valorar o que se apagou,
Acredita na luz que te rodeia,
Colhe o que se semeia.
Olha para o mundo,
Que tanto tem para observar.
E nesse momento iras reviver
A chama da felicidade.
E perceber que afinal,
Nunca esteve ausente.
Apenas obstruída por a visão
De um pobre ser descrente…
Diogo Neves

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Entre risos e choros
Entre o estranho nublado
Sinto o que não quero
Despeço-me do que preciso
Agarro o que posso agarrar
Torno a perder sem o saber
Então deixei de sorrir
Quando deixei de te sentir
Mas o nublado desaparece
O estrelado aparece
E então a infelicidade
Passa a não fazer sentido
Mas o meu mundo nublou
Quando o meu pássaro voou
E assim vai continuar
O meu pássaro não vai voltar
DiogoNeves

domingo, 6 de abril de 2008


Volto-me para o lado
E lá estas tu, fecho os olhos,
E o teu ser persegue-me.

O teu perfume natural
É fruto divinal.

Os teus olhos expressivos,
Únicos e precisos.
Encantam o meu ser
A toda hora, do meu viver.

Os teus cabelos esvoaçam
Como pássaros pelo horizonte
Em busca duma fonte.

O meu ser está encantado,
Com o teu rosto, maravilhado.
A sua suavidade,
Faz esquecer,
A mortalidade do ser.

A tua pele é de cetim,
Irresistível para mim.

Vai ser assim o teu ser,
Do nascer ao morrer.
Do eterno recordado,
Por uma pomba levado.
Diogo Neves

segunda-feira, 17 de março de 2008

Existem seres indefinidos
Complexos e precisos.
Existem seres especiais,
Apesar de normais.

Pessoas indispensáveis
Felicidades inabaláveis.
Comportamentos alterados
Sentimentos roubados.

Felicidades aparentes
Pessoas crentes.
Felicidades completas
Almas discretas.

Tudo isto existe,
Tudo se encontra
Em cada ponta,
No horizonte inalcançável
No infinito inatingível
No glaciar que derrete
No solo que aquece
No mundo que ira vir
No ser que ira partir.
Diogo Neves

domingo, 16 de março de 2008

Tudo aquilo que me rodeia.
O que me prega rasteira,
Que me ergue da beira.
Faz com que não saiba,
Viver doutra maneira.

Mas sou aquilo que me envolve
O infinito que me descobre.

Caminho, não por caminhar,
Mas pela força de não parar
Preciso de ver, o céu arder,
O inferno arrefecer.
Para que mudasse aquilo que desejo
Uma alma, um beijo.
Diogo Neves

sexta-feira, 14 de março de 2008

caros leitores

Olá caros leitores deste meu pequeno mundo.
Desde já, agradeço a todos aqueles que por aqui passaram, passam, e espero passarem o mais sincero obrigado.
Em especial a todos aqueles que deixam as suas mensagens, e que visitam este espaço com regularidade.
Este espaço foi criado, para que através das palavras possa sonhar, sentir o que na realidade não sinto.
Mostrar o que me provoca medo, receios e anseios, o que me faz crer, ser e vencer.

Espero que estejam satisfeitos com o que têm lido, e ficando a aguardar as vossas mensagens.


Com os mais sinceros cumprimentos,
(palavras descobertas)
Diogo Neves
A vida coloca barreiras
Prega rasteiras
É preciso correr para não cair
Lutar para conseguir
Ouvir aquela voz que baixinho,
Diz não estas sozinho.
Sentir aquele carinho,
Aquele beijinho.

Então a vida muda de direcção
E tornaste campeão.
Atingiste a meta que ansiavas
As carícias que desejavas
As palavras que não encontravas.

Apenas esperando
Que mais nada tire aquele sorriso
Aquele sentido que é preciso.
Mas nada é constante,
Dai a vida ser emocionam-te.

Mas é preciso colher
O que a vida tem para oferecer.
Por ti, fiz tudo que podia
Corri por onde não conhecia
Gritei, desesperei, sonhei, cantei
Não me arrependi,
Consegui.

O sinal chegou mais tarde,
O retorno foi gratificante
Uma vida emocionam-te

Ao teu lado aconteceu
O mundo reapareceu
O sol começou a brilhar
As estrelas e o luar.

Tudo fez mais sentido
Por isso, voltaria
A fazer tudo que fiz
Correr pelo mundo, ou pelo país.
No passado, da tardia noite
Aproximei-me da semente
Com ar inconsciente, inocente
Não larguei a semente.

Procurei mais iguais,
Nenhumas reais
Continuei a procurar
E sem nenhuma encontrar.

Decidi parar, esperar
Que a semente do desejado
Desse o fruto esperado.

Ainda não sei se o deu,
Ou se desapareceu.
Continuo a esperar
A semente agarrar.

A primavera vai chegar
E a semente vai germinar
A beleza das suas pétalas
São difíceis de esquecer.

Preciso de a ter,
Não pode esmorecer.
Preciso de a regar
Para a poder guardar.
No infindo do recordar,
No músculo que bate
A alegria não parte.

sábado, 8 de março de 2008

No mais infindo som, recordo a tua voz
Voz aquele que me sorria,
Me fazia sonhar, acreditar.

Esse sonho terminou,
E desde ai tanta coisa mudou.
Muito naveguei sem direcção
E ainda hoje não sei quantas são.

Se sei tudo que sei,
A ti posso agradecer
É pena é não poderes ler
As palavras que estou a escrever.

Não se pode chorar sobre o leito derramado,
Um passado arrumado.
Mas uma historia que fica
Não apenas com pensamentos
Mas com escrita.

Diogo Neves

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

correcto
para o coração.


Mas com o amor,com o seu fervor
A vida faz mais sentido.
Como e bom,
Um amor correspondido .

Diogo Neves

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O que realmente é a felicidade?
É uma aprendizagem, um conhecimento.
É preciso conhecer,é preciso saber viver
Sorrir para agradecer, lutar para vencer.
A vida é uma luta constante,
Separada pela alegria
(que todos querem atingir)
E a tristeza
(da qual todos querem fugir.)
Mas por vezes esquecemo-nos
Que é na tristeza que mais aprendemos.
Como seres humanos conscientes.
Mas ter consciencia não implica, não sonhar
Pois e preciso sonhar, para acreditar
Que existe algo que pode mudar,
E fazer com que o nosso mundo volte a brilhar.
Mas por vezes pequenas perdas,
Parecem fazer grande dano,
Mas é um engano.
Pois são as perdas maiores as piores.
Não devemos fazer com que as pequenas
pareçam grandes, mas com que as grandes
pareçam pequenas.
Pois só assim, o meu mundo
Voltara a sorrir para mim.
Não posso pensar na perda de ontem,
mas na conquista do amanha.
Pois a vida e longa, não tanto como gostariamos
Mas o suficiente para se cosncientes
Sabermos dar valor a felicidade,
Mesmo que o sol não brilhe
E as ondas se desfaçam.
Pois a felicidade encontra-se no promenor
Mais infindo da vida de cada um de nós..

Diogo Neves

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Entre as maratonas duma vida
A correria da busca do nada
Entre partidas e chegadas
Entre as flores alegres e as murchas
Muito acontece, muito se esquece
Pouco se aprende afinal.
O que existe para aprender?
Que o sol não desaparece?
Apenas roda e assim escurece?
Ou que a lua, não tem luz sua?
Afinal vivemos para aprender,
Mas desaparecemos,
Como cinzas esvanecidas
Sem nada compreender.
Por vezes chora-se sem saber,
Rezasse sem nisso crer.
Procuramos respostas sem as ter
Temos medo de viver para não sofrer,
E de morrer (porque iremos sofrer?).
Sendo assim mais valia não nascer,
Acabávamos por não sofrer,
Nem no nascer, no crescer ou no morrer.

Diogo Neves

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Um simples cheiro
Um simples odor
Tudo o que da vida se faz
Deve ser feito
Com aquele sentimento.

O qual não se pode explicar,
É ele que nos faz voar,
Cair e tornar a levantar.

Faz sorrir, faz chorar
Querer lutar, querer viver
E não sentir necessidade de mais.

Mas a vida não é eterna
Tudo tem o seu principio,
O seu meio e o seu fim.

Mas é preciso lutar contra a corrente
Não deixar que tudo acabe,
Mas que tudo se transforma.
Em atitudes melhores,
Em comportamentos diferentes.

Com os pés assentes na terra.
Com o coração divagando pelo ar,
Pelo mar, pelo tacto e pelo olfacto.

Um inúmero absorver de sensações,
Afastando mágoas e frustrações.
Deixando de parte,
Os problemas do mundo
As complicações do dia.
A memória é eterna
Por isso vive a vida,
Para que mesmo depois da morte
Sintas presente nela,
Tudo que é teu, tudo que foi teu.

Diogo Neves

sábado, 19 de janeiro de 2008

Não queiras ser o sol
Sê apenas uma parte dela
Não queiras ser tão luminoso
Mas, não permaneças no escuro.
Brilha como estrela
Não tentes ser constelação
Não tentes ser a lua,
Pois a luz não e sua.
Sente a brisa do mar
Respira a sua pureza.
Vê as coisas boas da vida,
Procura os campos verdejantes,
As flores, o azul do céu.
Senta-te e olha em teu redor,
Para, pensa e reflecte,
Naquilo que és foste e serás
Deixa o espírito transportar-te
Entre as montanhas mais elevadas,
Entre as aguas mais geladas
A infinidade do universo é enorme,
E em relação ao que existe.
Cada um de nós, por si próprio
Não consegue ser um marco no universo
Pois essas marcas não se fazem,
Não deixes as más se instalarem.
Com que mesmo parada,
Por ver a vida passar, mas para fazer
Com que mesmo parada,
Sinta-se que foi útil o tempo de existência
A vida por vezes parece parada
Mas o relógio não para
Cada segundo que passa o tempo diminui
A possibilidade de viver de forma,
Tranquila escasseia, esgota-se.
O amor a amizade a compaixão
Faz com que o relógio diminua de velocidade
Pelo menos aparentemente, pois nesses momentos
Vivemos uma felicidade plena,
Um estado de harmonia total.
O sentimento que todo o ser humano anseia
Mas que nem todos podem alcançar.
Pois aqueles que não lutam,
Aqueles que não sonham,
Aqueles que não acreditam.
Não puderam ser o que acham não existir
Quando duas mãos se juntam,
E o horizonte avistam e as suas almas,
Se complementam, todos os males da vida
Parecem ser meros pormenores insignificantes
Pois ambos os barcos remam,
Em direcções iguais, apoiando-se mutuamente
O rio acabam por descer,
Chegados ao mar, onde nem as maiores ondas
Os podem derrubar
Pois por muita força que a natureza exerça
Jamais conseguira separar corações unidos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Tudo isto são palavras soltas
Escritas sem sentido algum
Propagando-se pelo ar
Em forma de um som
Quando chegadas ao ouvido
Podem ser lidas de inúmeras formas
Uma reviravolta de axiomas
Refractadas, reflectidas
Ou meramente sentidas
Um turbilhão de ideias
Palavras que não entendo
Uma conclusão alguma
Por mais infinda que seja
Impossível de concluir
Quando existe algo na mente
Que teima em obstruir
Por isso para quem as le,
Espero que as perceba
Mais que não seja
Pelo simples facto
De na língua de Camões escrever
Mas cuidado com os vários sentidos,
E com as palavras que rimam
Pois significados não contem
Apenas da mesma forma terminam
E depois desta complicação
Acabo sem nada dizer
Pois tudo que nasce, acaba por morrer
Tudo que cresce, acaba por sofrer
Tudo que sofre, acaba por crescer
Tudo que nega, acaba por nao viver
Por isso se já nasceste,
Sofre, cresce e não negues.
E para quem percebeu parabéns
Para os que não perceberam
A vida vai-se encarregar
De os fazer perceber
Por isso não esperam que eu o vá fazer

Diogo Neves

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

É a altura do ano,
Em que os corações
Se encontram mais brilhantes.
Do céu temos tendência a aproximar,
E o inferno afastar.

Os presentes, são meros objectos
As pessoas que se perdem,
As pessoas que ficam
São o maior valor, o símbolo do amor.

É uma quadra complicada.
Alegrias para muitos e tristeza para outros.
Pelos mais variados motivos,
Pela vida ser diferente em cada um de nos.
Para uns o sol brilha radiante,
Para outros apenas os trovões dão luz.
Em muitos casos,
Poderiam afastar estas nuvens,
E o sol voltar a brilhar.
Mas o mundo é enorme,
E existira sempre alguém,
Que acaba por sofrer,
E que o mundo não consegue vencer.

Mas vamos acreditar que o mundo,
Pode mudar, é o sol voltar a brilhar.


A todos os leitores deste blog.
Desejo um SANTO E FELIZ NATAL!!

Diogo Neves

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

De que me vale uma paixão?
Se é sofrimento e desilusão.
Tento percorrer o prado,
Colher as flores
Ouvir o fado.

Tento sorrir, vibrar e saltar
É o que se faz para encarar.

Vou deitar-me a olhar
Os pássaros a cantar.
As nuvens a passarem.
A água a correr
A vida desaparecer.

A corrente vai aumentando
O tempo vai acabar.
Cada hora que passa
Mais uma desgraça.
Cada hora que vai
Uma flor a mais que cai.

Diogo Neves